Função, importância e anatomia das Mamas

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A estrutura básica das mamas é bastante simples. Como um anexo especial da pele, consta de uma porção glandular central, muito desenvolvida na mulher adulta e rudimentar no homem. O arcabouço da mama é formado por tecido conjuntivo e gordura, que se interpõem entre os cachos de glândulas.

Na periferia do órgão verifica-se uma deposição muito maior de gordura, importante para configurar os contornos arredondados. Essa gordura tem uma consistência especial, semifluida, que determina a característica maciez do órgão. Após a menopausa, quando os ovários param de secretar hormônios, verifica-se a tendência de involução do tecido glandular mamário.

Diferença das mamas entre jovens e maduras

Simultaneamente, ocorre maior deposição de gordura periférica, compensando a diminuição de volume. O aumento dessa gordura explica a tendência que as mamas têm de ficarem flácidas depois da menopausa. As variações individuais, porém, são muito grandes: não há regra válida para todas as mulheres.

Muitas vezes, as jovens que nunca amamentaram podem ter seios pendentes, enquanto mulheres com certa idade e muitos filhos mantêm seios de aspecto normal. No centro aproximado das mamas localiza-se uma projeção especial, o mamilo ou bico do seio. Ao redor dele existe um halo mais ou menos pigmentado, a aréola mamária, cuja coloração mamadas ocorre sua contração estimulada pela ocitocina, um hormônio especial da hipófise e que também provoca a contração do útero, durante o parto.

É por esse motivo que durante a lactação, nos primeiros dias do puerpério, a mãe quase sempre sente cólicas uterinas ao amamentar. A sucção do mamilo pela criança estimula a hipófise e esta lança no sangue quantidades maiores de ocitocina, provocando as contrações do útero.

Outras células musculares lisas existentes na aréola e no mamilo, ao se contraírem (independentemente da vontade da mulher), provocam o enrijecimento do mamilo. Esse fenômeno, conhecido por telotismo. habitualmente é desencadeado pelo frio ou por estímulos de ordem erótica.

 

AMAMENTAÇÃO

Nas seis semanas do puerpério, as mamas são objeto de cuidados especiais, já que apresentam profundas modificações. De simples apêndices estéticos, transformam-se no universo do bebé. Aliás, segundo recentes teorias psicanalíticas, os seios que amamentam têm uma importância fundamental na formação afetiva da criança.

Várias frustrações da idade adulta podem estar radicadas na época da amamentação – conforme a criança tenha recebido um “seio bom” ou um “seio mau” -, isto é, tenha ou não sido amamentada com cuidado e carinho. Testes aplicados em crianças de 3 a 6 anos demonstraram que elas aceitam com naturalidade ilustrações referentes a gravidez e parto, enquanto fotos de bebês ao seio lhes provocam forte choque emocional, com reação de ansiedade e rejeição.

Geralmente, a mãe se preocupa com o fato de não lhe ser trazida a criança para mamar nas primeiras 12 horas após o parto. No entanto, muitas vezes ela ignora que seu filho nasceu com reservas nutritivas, além de receber no berçário, lugar onde fica protegido, uma solução alimentar de água e açúcar. Quando o bebê iniciar a sucção no seio materno, inicialmente receberá uma secreção esbranquiçada, comparável à água de coco – o colostro -‘ que lhe assegurará, entre outras vantagens, um reforço extra em sua carga de anticorpos.

E as mamas, que nos nove meses de gestação sofreram um aumento de peso de cerca de 1 quilo (tecido glandular mamário e secreção local), passarão a produzir o melhor leite para o bebê, sob estímulo da prolactina, um hormônio hipofisário.

 

 

Anatomia das mamas

Para os anatomistas, as mamas fazem parte do tegumento, camada complexa que reveste toda a superfície corporal. O tegumento nada mais é que o conjunto da pele e seus anexos (pêlos, unhas e glândulas) e do tecido subcutâneo, que é uma camada localizada sob a pele. As mamas, à semelhança das glândulas sebáceas e sudoríparas, são simplesmente anexos da pele que possuem função secretória.

Em clínica, as mamas são enquadradas em uma especialidade, a ginecologia. A importância das mamas como complemento da gestação, as relações evidentes entre elas e os hormônios femininos secretados pelos ovários, a ejeção mamilar do leite depender de um hormônio hipofisário (ocitocina) — todos esses são fatores que impõem o estudo da mama normal e alterada conjuntamente com todo o aparelho genital feminino.

O ginecologista, portanto, é o especialista em tudo o que se refere às mamas (à exceção das correções estéticas, que ficam a cargo exclusivamente dos cirurgiões plásticos).

As mamas são relevos arredondados que se localizam na face anterior do tórax. (Na linguagem médica, a palavra “seio” designa o intervalo entre elas.).

Hormônios

Até a puberdade as mamas são iguais em ambos os sexos. Nessa fase, a produção inicial de um dos hormônios ovarianos, o estrógeno, provoca transformações estruturais no organismo da mocinha.

Esse hormônio é responsável pelo alargamento dos quadris, pela deposição de gordura nos ombros, no abdome e nas coxas, pela disposição feminina dos pelos etc; O crescimento das mamas, como pequenas protuberâncias no tórax das adolescentes, é outra modificação causada pelo estrógeno. Até ser completada a adolescência, o desenvolvimento dos seios depende somente do estrógeno. A partir dessa época é que os ovários passam a secretar regularmente, além do estrógeno, também a progesterona.

Por ocasião da primeira gravidez, a produção maciça de estrógeno e progesterona pela placenta provoca novas alterações das mamas. O aumento de volume e o intumescimento (turgescência) mamário característico dessa fase demonstram que a mulher está preparada para a função principal do puerpério (período do pós-parto), ou seja, o aleitamento.

 

HOMEM E MULHER

As mamas existem com a mesma estrutura nos dois sexos. A única diferença é que, na mulher, estímulos hormonais determinam um grande desenvolvimento glandular, além de maior deposição de gordura local. Uma alteração patológica das mamas masculinas, a ginecomastia, confere a elas um aspecto tipicamente feminino.

Essa alteração, freqüente na cirrose hepática, depende basicamente da não-transformação da quantidade normal mínima de estrógeno do organismo masculino. O. fígado extensamente lesado deixa de alterar o hormônio feminino, impedindo-o de ser eliminado pela urina de maneira normal.

A quantidade incomum de hormônio feminino é suficiente para determinar características físicas – inclusive mamárias do sexo oposto. Outra evidência da identidade estrutural da mama masculina e feminina é que, embora excepcionalmente, o câncer da mama também é registrado em homens. Nos recém-nascidos é relativamente comum encontrarem-se mamas salientes e túrgidas.

Em muitos casos, chega mesmo a ocorrer uma secreção esbranquiçada. Essa alteração surge tanto em meninos quanto em meninas. O fenômeno, que assusta alguns pais, não passa de uma atividade efêmera da glândula mamária do recém-nascido, sob estímulo da grande carga de estrógeno e progesterona recebida pelo sangue materno através da placenta. Em poucos dias, o processo regride espontaneamente, com a diminuição dos hormônios maternos no sangue da criança, inativados pelo fígado.

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