Infecção Puerperal – O que é, Origem, Sintomas e Tratamento

Após sair do hospital, é o momento onde dali para frente se curtirá ao máximo o seu bebê. Porém, deve-se estar atenta a alguma regalias pós-parto, principalmente com a infecção puerperal.

Infecção Puerperal

Quais são os Cuidados no Puerpério?

Alimentação

Antes de chegar à alimentação da parturiente que amamenta, dar-se-á alimentação mais leve. Depois do parto a puérpera costuma sentir sede, e deve beber livremente água, quer pura, quer em forma de infusões, (chás) limonada, etc.

Algumas horas depois do parto pode tomar leite, puro ou diluído com alguma substância que lhe modifique o sabor, se assim o prefere. Se tem apetite, pode comer alguma torrada, caldo de hortaliças ou al­gum cereal cozido.

No dia seguinte ao parto, já pode ingerir sopas, a que se pode juntar cereais, para torná-las mais alimentícias, purês de verdura, pão e manteiga, cereais em geral, leite, compotas, etc. Nos dias seguintes amplia-se mais a dieta, permitindo também hortaliças, frutas e outros alimentos, contanto que não sejam de digestão difícil nem produtores de gases.

Entre a primeira refeição e o almoço, e à meia-tarde dar um copo de leite. Gradualmente se chegará ao regime alimentar adequado para a mãe que amamenta.

Visitas

É preferível que somente os parentes mais próximos façam curtas visitas à puérpera nos primeiros dias. As visitas longas e numerosas cansam-na e devem evitar-se.

Quando se Levantar

Deve-se atentar as indicações do médico. Se não houver anormalidades,  pode a puérpera sentar-se na cama às 86 horas (às 24 horas, se a paciente o desejar) e volta para casa no 40º dia.

A princípio se sentará numa cadeira e dará alguns passos com ajutório. Não deve chegar ao cansa­ço. Se durante o tempo em que a paciente estiver de cama (salvo nas primeiras horas em que é conveniente que esteja quieta e de costas), ela se moveu, dando-se volta, flexionando os membros inferiores ou fa­zendo a ginástica prescrita, estará menos débil ao levantar-se.

Banhos

Durante a permanência no leito se fará o banho co­mum dos pacientes acamados. Quando a paciente já caminha, pode tomar banhos de chuveiro. Não deve tomar banhos de imersão sem que tenham passado seis semanas do parto.

Relações Sexuais

Serão permitidas depois da primeira mens­truação. Se esta não aparecer, podem reencetar-se depois de passadas seis semanas do parto. Conquanto não haja menstruações, pode igual­mente produzir-se nova concepção.

Infecção Puerperal – O que é?

O desprendimento da placenta e as dilacerações do colo uterino proporcionam condições altamente favoráveis à implantação de germes patogênicos na superfície desses órgãos. O desenvolvimento desses ger­mes ocasiona uma infecção puerperal.

Muito do que dissemos acerca da infecção que se segue ao parto, pode aplicar-se à infecção que se se­gue ao aborto.

Origem da Infecção Puerperal

Muito diversos são os germes capa­zes de provocar a infecção puerperal, se bem que com muita frequência o agente causal seja alguma das variedades de estreptoeoco.

Estes germes podem provir do exterior, tendo como veículos os instrumentos ou as mãos que se introduziram nas vias genitais durante o parto, ou podiam estar já previamente nas mesmas, o que explica os casos em que a infecção se produz mesmo quando tenham sido tomadas todas as precauções de assepsia, ou não se haja feito nenhum exame nem in­tervenção durante o mesmo.

Favorecem a infecção as causas de debi­litamento, tais como, enfermidades prévias ao parto, hemorragias, etc.

 Sintomas da Infecção Puerperal

Sumamente variáveis são os sintomas da infecção puerperal, pois além da maior ou menor intensidade da mesma há di­versas localizações que, necessariamente, haverão de provocar sintomas vários.

Assim, por exemplo, a infecção pode estar localizada no útero, ou estender-se aos lados deste, ao peritônio ou às trompas. Outras vezes se localiza em uma veia (flebite), ou se produz uma septicemia ao chegar a infecção ao sangue.

Não cabe em uma obra desta natureza a descrição de todas as for­mas de infecção puerperal, se bem que no capítulo 8 se estudem os sintomas de septicemia e de septicopiemia, Ter-se-á que pensar em uma infecção puer­peral quando na primeira ou segunda semana depois do parto apare­cerem os seguintes sintomas:

  • Aumento do número de pulsações e da temperatura, especial­mente se o número de pulsações for mais alto do que o correspondente à elevação da temperatura;
  • Mudanças no odor e no aspecto dos lóquios, isto é, da secreção que o útero expele depois do parto;
  • Insônia, intranquilidade, palidez, dores no baixo ventre;
  • São muito comuns os calafrios.

Estes não são todos os sintomas que podem aparecer durante a infecção puerperal, visto haver muitos outros que o médico pode desco­brir.

Como já explicámos ao estudar a temperatura no puerpério, a febre pode não provir de infecção puerperal, mas dos seios, ou por outra cau­sa capaz de produzir febre em qualquer pessoa. O médico diagnosticará a causa provável.

Tratamento para Infecção Puerperal

A mais leve suspeita de infecção puerperal tor­na imperioso consultar o médico para estabelecer o diagnóstico e fa­zer as indicações do tratamento. Resumindo o procedimento mais acei­to em um caso de termo médio, as indicações mais comuns são:

  • Repouso absoluto no leito, com bolsa de gelo sobre o baixo ventre;
  • Alimentação de fácil digestão com base em cereais, hortaliças cozidas, frutas, leite, etc. c) Penicilina ou outro antibiótico.

Há anos o consenso quase unânime dos especialistas é o de não aplicar os tratamentos locais, tais como lavagem vaginal ou uterina, drenagem, curetagem, etc., que antes estiveram em voga.

 



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