Mastite na Amamentação – Sintomas e Tipos – Como prevenir?

As Mastites ocorrem na vida de algumas mães. Durante o aleitamento – sobretudo em mulheres que amamentam pela primeira vez —podem surgir escoriações e afecções dolorosas nas mamas.

Os cuidados com os seios devem começar durante a gravidez, especialmente nos últimos meses de gestação. Fricções diárias com manteiga de cacau ou lanolina amaciam a pele e asseguram a flexibilidade necessária à distensão gradativa que se processa, e a posterior retração dos tecidos, quando a amamentação for interrompida.

Assim o busto voltará às condições anteriores à gravidez, e serão evitadas possíveis lesões do mamilo em conseqüência da sucção por parte da criança.

Como prevenir – Evitar Mastite

As lesões do mamilo que mais se observam são as escoriações e as rágades. As primeiras podem ocorrer em conseqüência da destruição do epitélio da pele (epiderme), deixando a derme a descoberto. As rágades são fissuras que se aprofundam além da derme e podem surgir em torno da circunferência de implantação do mamilo sobre a aréola (circulares), ou então partindo do ápice do mamilo em direção à base (radiais).

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Essas lesões são mais freqüentes nos casos de aleitamento do primeiro filho ou ainda quando os mamilos têm conformação anormal. A ocorrência de lesões pode ser evitada com o preparo indicado para o período de gravidez, complementado por medidas higiênicas na fase de amamentação.

Nesse período, os mamilos, antes e depois de cada mamada, devem ser lavados com água morna ou soluções ligeiramente anti-sépticas, e devidamente protegidos com gaze esterilizada.

Tais medidas preventivas são indispensáveis durante a fase de aleitamento, quando a mama está particularmente sujeita a processos inflamatórios (mastites), devido a sua grande atividade.

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Não é só uma questão de estética

O aspecto mais sério das lesões do mamilo, além das dores intensas que acarretam durante a amamentação, é o de constituírem porta de entrada para agentes patogênicos. Os germes não ficam somente sobre a tesão: podem atingir outras partes da mama através dos canais que transportam o leite (duetos galactóforos) ou dos vasos linfáticos.

Instala-se então o processo inflamatório, geralmente causado pelo estafilococo áureo.

Mais raramente, a mastite pode ser provocada por estreptococos, Bacterium coli ou gonococos. Ocasiona calafrios e febre; a mama torna-se vermelha, hipersensível e dolorida. Como medida preventiva da mastite, a partir da lesão do mamilo, adota-se o uso de preparados desinfetantes e cicatrizantes no local.

A amamentação direta deve ser suspensa e o leite passa a ser extraído por meio de bombas especiais. Recolhido em recipiente estéril, o leite poderá ser dado ao recém-nascido sem qualquer restrição.

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Tipos de Mastites

A mastite instala-se de preferência nos primeiros quatro meses do aleitamento, geralmente nas mulheres primípiras.
Distinguem-se várias formas de mastite, segundo a localização e a maneira pela qual os germes penetram na mama. Assim, o processo infeccioso localizado na região areolar caracteriza o abscesso subarcolar; abscesso subcutâneo é o que se implanta no tecido subcutâneo da mama, formando processo inflamatório.

Difundindo-se pelos duetos galactóforos e atingindo um ou mais lobos glandulares, os agentes patogênicos ocasionam a mastite parenquimatosa, uma das formas mais comuns.

A inflamação chama-se mastite intersticial quando os bacilos, percorrendo os vasos linfáticos, instalam-se no tecido conjuntivo que circunda os lobos glandulares. Finalmente, ocorre o abscesso submamário quando os germes se localizam nos tecidos compreendidos entre a mama e a faixa de tecido conjuntivo que reveste os músculos peitorais.

Tais processos infecciosos podem ser evitados pela profilaxia das lesões do mamilo. Esta exige, no entanto, suspensão do aleitamento, até que se complete a cicatrização do tecido.

Sintomas de Mastites

Nas mastites comuns, como a parenquimatosa, os sintomas são de mal-estar e febre, acompanhados da sensação de compressão e dor na mama atingida. A pele torna-se tensa e rósea e a palpação denuncia a presença de zonas de infiltração endurecida e sensível.

Nas formas parenquimatosas em que o processo infeccioso atinge um ou mais duetos galactóforos, pela compressão da mama verifica-se a saída do leite em mistura com material purulento.

O uso preventivo de antibióticos

O uso preventivo de antibióticos em doses elevadas poderá evitar a formação do abscesso. A dor, por sua vez, poderá ser aliviada com o uso de suportes justos e bolsa de gelo. De qualquer forma, devem-se tomar precauções quanto ao estado geral da enferma e ao ambiente em que ela vive. Não tome remédios sem autorização médica.

No caso de abscesso, a mama apresenta formação de líquido entre os tecidos (edema) e a pele torna-se arroxeada ou azulada. Hipertrofia dos gânglios cervicais e axilares pode acompanhar o processo.

Nessa fase não há reação aos antibióticos, em virtude da resistência por parte dos germes e do encapsulamento da lesão. Faz-se necessária, então, a cirurgia. Com a incisão do abscesso, todo o material purulento é retirado.

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