Parto por Cesariana – Evolução, Vantagens, Riscos e Indicações

Parto por Cesariana

Parto por Cesariana é uma operação simples e que em geral dá ótimos resultados, mas só deve realizar-se quando plenamente justificada.

Surgimento do Parto por Cesariana

A cesárea ou cesariana – operação que permite a extração do feto através da abertura cirúrgica da parede abdominal e uterina – é, talvez, a mais antiga e a mais intrigante das intervenções empregadas pela obstetrícia.

O nome da intervenção tem sua origem, provavelmente, na lei romana – Lei Cesárea – que obrigava a operar, para salvar o feto, toda mulher em adiantado estado de gestação que estivesse à morte ou que tivesse morrido durante o pano.

Significado: Parto por Cesariana

A palavra, portanto, vem do latim caesa, que significa corte, incisão. Caesones eram os nascidos por cesárea, que geralmente só era praticada após a morte da parturiente. A intervenção em mulheres vivas era praticamente inviável.

A primeira de que se tem notícia ocorreu em 1500, quando o suíço Jacob Nuffer, castrador de porcos, operou a própria esposa após vários dias infrutíferos de trabalho de parto.

Evolução do Parto por Cesariana

A cesárea continuou sendo praticada de diferentes maneiras e sob as mais diversas condições, mas quase invariavelmente resultava na morte da mãe por hemorragia ou infecção. Mesmo na primeira metade do século XIX, o índice de mortalidade chegava a ser superior a 50%.

Contudo, o século XIX marca o desenvolvimento definitivo da cesárea. Em 1876, Eduardo Porro, professor de Milão, divulgava a operação, seguida da retirada do útero, a fim de evitar infecções. O índice de mortalidade baixou para 20%. Alguns anos mais tarde. em Leipzig, foi aperfeiçoada a intervenção, o que baixou a mortalidade para 12%.

Posteriormente, a técnica foi ainda uma vez aperfeiçoada, até chegar à forma atual, em que a incisão é feita no segmento inferior do útero, no sentido transversal. Hoje em dia, a cesariana é das operações mais seguras no campo da obstetrícia.

JUSTIFICATIVAS

Aperfeiçoamento das técnicas cirúrgicas, uso de antibióticos, emprego de transfusões de sangue e progressos na prática anestésica são os principais fatores da diminuição da mortalidade durante a cesárea.

Entretanto, se o Parto por Cesariana constitui, atualmente, uma operação simples e de ótimos resultados, ainda não deixa de ser uma intervenção de responsabilidade, que sempre deve estar plenamente justificada. Suas indicações podem ser absolutas, por obstrução do canal do parto, ou por necessidade urgente do término do processo de parto.

Indicações absolutas são aquelas em que a única maneira de fazer o parto é por meio da cesariana, quaisquer que sejam as condições da mãe ou do feto. E o caso, por exemplo, de bacias muito estreitas ou malformadas. Os obstáculos do canal do parto abrangem alterações que dificultam a passagem do feto.

Pode ocorrer também que o feto, por ter tamanho excessivo, não consiga passar pelo canal. Estão também incluídos os casos de má posição fetal, placenta prévia (que se coloca junto ou sobre o orifício interno do colo uterino, fechando a passagem ao feto), lesões vaginais, vulvares ou aquelas que afetam o colo do útero.

Quando fazer Parto por Cesariana?

Aconselha-se ainda o Parto por Cesariana nas situações em que o término do parto deva ser o mais rápido possível. E o caso de moléstias graves da mãe (lesões cardíacas, renais ou hepáticas, tuberculose pulmonar) que exigem o rápido esvaziamento uterino, ou de deslocamento abrupto da placenta, com perigo materno e fetal.

Quanto ao feto, a cesárea é indicada para prevenir a anoxia intrauterina (falta de oxigênio, com possível lesão cerebral), responsável pelos casos de encefalopatias infantis.

Sofrimento fetal

E o chamado sofrimento fetal, que pode também ocorrer em panos difíceis, prolongados, com fórceps mal aplicados, partos pélvicos (criança sentada), ou, então, em caso de moléstias maternas que comprometem o feto, como: diabete, doença hemolítica perinatal (incompatibilidade sanguínea por grupo sanguíneo ou fator Rh).

Além destas, há certas indicações especiais, em que o feto está “supervalorizado” pelo risco de não haver outra gestação subsequente. Primigestas com mais de 35 anos, esterilidade prolongada, são alguns exemplos.

De acordo com o conceito clássico, se uma paciente se submete uma vez ao Parto por Cesariana, todos os panos seguintes exigiriam obrigatoriamente a intervenção. Essa crença baseia-se no receio do rompimento silencioso do útero grávido após cesárea anterior.

Hoje, sabe-se que, se a cirurgia do Parto por Cesariana foi bem conduzida e a sutura feita com material adequado, haverá a regeneração do segmento inferior do útero, pelo aparecimento de novas fibras, o que permite novos panos normais. Uma nova cesariana somente deverá ser feita em função de novas indicações próprias.

O número delas atualmente é grande, porque as indicações da primeira cesárea, em geral, persistem nos panos seguintes. É O caso de estreitamento da bacia, rigidez no canal de parto, cirurgia vaginal anterior, primíparas idosas, sofrimento fetal, perigo de ruptura silenciosa do útero ou falta de contrações uterinas.

Fonte:

1, 2

Imagem: guiadobebe.uol.com.br



doencas Revelado: Como Prevenir e Curar Doenças


Enquanto muitas pessoas se entopem de remédios, multivitamínicos e realizam dietas mirabolantes, existem certos alimentos que podem evitar doenças ou até mesmo ajudar na cura de muitas delas. Descubra o Real PODER na Natureza neste Vídeo Exclusivo - Clique Aqui


Publicidade:

Mais Assuntos