Período Expulsivo no Parto prolongado, Definição e Significado

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Nessa fase do parto, a cooperação da mãe deve ser ativa; em grande parte, o nascimento normal da criança depende dos esforços da mulher.

PERÍODO EXPULSIVO NO PARTO

No período expulsivo do parto verifica-se uma animação psicológica, porque é percebido o progresso da criança através do canal de parto. A mulher sente que vai vencendo as dificuldades que a separam da realização da maternidade.

 

COMPORTAMENTO DA MULHER

O período expulsivo do parto determina várias alterações no comportamento da mulher, por ação de fatores voluntários e involuntários.

No período de dilatação, a mulher recebe instruções para manter-se deitada durante as contrações, relaxar o corpo tanto quanto possível, respirar cadenciadamente e não se preocupar com a espera, pois a melhor cooperação que pode dar enquanto o colo se dilata é, principalmente, não atrapalhar.

No período expulsivo, a posição recomendada não é mais a mesma, pois agora a mulher deve fletir os joelhos, dobrar as pernas até que estas toquem as coxas e puxar as coxas para cima até que elas possam tocar o abdome. Nesse movimento, que deve ser repetido em cada contração, os pés serão mantidos no ar e os joelhos afastados. Para maior eficiência, as mãos devem segurar as pernas na altura dos tornozelos e puxa-los para trás.

Essa posição, que a mulher deve assumir na cama para aumentar a eficácia expulsiva da contração, é assumida ainda no quarto, antes de ser levada à mesa de parto. Na mesa dê parto, dispositivos mecânicos (perneiras) a ajudarão a manter-se assim durante o final do parto, sem se cansar.

Na cama, a mulher executará a chamada manobra do remador ao puxar as pernas com as mãos num movimento de braços semelhante ao de remar. Na mesa obstétrica, não poderá segurar as pernas, mas fará o esforço com apoio em suportes especiais dos braços.

Também os movimentos respiratórios são importantes. Parto e evacuação, fisiologicamente, apresentam o mesmo problema básico de aumentar a pressão interna do abdome para expulsar o conteúdo de cavidades abdominais. O aumento eficiente da pressão intra-abdominal, por sua vez, depende da convocação do diafragma, músculo que serve à respiração.

Portanto, a respiração tem de ser interrompida em cada esforço de aumentar a pressão intra-abdominal. Todos os músculos da parede abdominal se contraem simultaneamente com o diafragma, e o abdome é “espremido”. Esse aumento de pressão se comunica ao útero e empurra o feto para baixo.

O mecanismo evidencia a importância de a parturiente cooperar voluntariamente com as contrações involuntárias do útero. Se a parturiente for mal orientada ou se lhe faltar o preparo psicológico adequado, ela tenderá a gemer durante a contração. Com o gemido, o diafragma estará empurrando ar para cima e a glote aberta dará vazão ao ar.

A glote fechada, ao contrário, mantém o ar comprimido e permite que a pressão se exerça sobre a cavidade abdominal. Naturalmente, a pressão não se exerce especificamente sobre o útero, mas sobre toda a cavidade abdominal.

E a compressão do reto determina a sensação de necessidade de evacuar. Algumas parturientes pedem para ir ao sanitário durante o período expulsivo, mesmo que o reto se encontre vazio e não haja necessidade real de evacuar. A compressão da ampola retal resulta indiretamente da pressão infra-abdominal que força a cabeça do feto contra o reto.

Por isso, pode ocorrer mesmo quando a mulher não faz força: a contração uterina por si é suficiente para comprimir a cabeça do feto contra a ampola retal, que se encolhe. Muitos dos músculos que atuam no ato de evacuar concorrem para a expulsão do feto, o que explica a tradição de povos primitivos onde a mulher dá à luz de cócoras.

 

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O NASCIMENTO

Em geral, n parturiente permanece no leito até que apareçam os sinais de expulsão próxima. Quando a cabeça da criança começa a despontar na fenda vulvar, a paciente é levada de maca até a sala de parto. Ali, na mesa de parto, ela será colocada em posição ginecológica.

Quando a enfermeira lhe prende braços e pernas com correias especiais ligadas aos dispositivos de sustentação dos membros, a mulher tende a afligir-se um pouco, por sentir instintivamente que lhe tiram meios de defesa.

Bem informada, saberá que não há motivo para ter medo: a providência visa apenas a prevenir movimentos involuntários capazes de pôr os membros em contato com a região baixa do corpo. A imobilidade, portanto, é mera garantia de que essas regiões não serão contaminadas.

Para evitar complicações infecciosas, além dessa providência, procede-se à raspagem dos pelos púbicos (tricotomia) e, em seguida, à desinfecção (assepsia) de todo o períneo, a parte inferior do abdome e a raiz das coxas.

Toda essa região é banhada com mercúrio cromo ou mertiolato e em seguida recoberta por panos esterilizados (campos cirúrgicos). Igualmente esterilizados são os aventais que o médico ou a parteira vestem, máscaras, gorros, luvas cirúrgicas e o instrumental.

A cabeça fetal vai descendo progressivamente, impulsionada por cada contração. Em alguns minutos a vulva estará completamente distendida em redor da cabeça do feto, que se apresenta de rosto para baixo.

É iminente agora o desprendimento da cabeça e o médico se concentra ainda mais no trabalho. Cabe a ele impedir que a cabeça se desprenda repentinamente, pois a anulação súbita da pressão que está sendo exercida sobre o crânio da criança pode determinar uma distensão muito rápida, com possível lesão de vasos cerebrais.

Por isso, o médico retém a cabeça do feto com uma das mãos, para graduar o desprendimento. Com a outra mão mantém uma compressa aplicada contra o períneo, para impedir ruptura dos tecidos superficiais em caso de uma solicitação maior das estruturas.

Desprendida a cabeça, há uma pequena pausa, que o médico pode aproveitar para uma primeira limpeza da boca e das narinas cheias de muco que a criança apresenta. Cuidadosamente, agora, se fará uma rotação do corpo do feto, para facilitar a passagem do corpo.

Essa rotação externa é chamada também de movimento de restituição, pois visa a restituir ao feto a posição em que estava antes de haver girado a primeira vez, dentro do canal de parto, para facilitar a passagem entre os ossos da bacia materna.

Quando termina a rotação externa, o feto já não estará de rosto para baixo, mas para o lado; a linha que vai de um ombro a outro coincidirá com a que vai da cabeça aos pés da mãe. Desprende-se primeiro o ombro que esteja mais alto, junto ao púbis materno.

Para isso, o obstetra empurra o feto para baixo. Em seguida, desprende o ombro mais baixo com manobra inversa (elevação do corpo do feto). O restante sai sem dificuldade E a mãe, aliviada, sabe que terminou o período expulsivo do parto

Imagens:  
tuasaude.com
brasil.babycenter.com

 



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