Neonatal – Período de 0 a 28 dias de vida: O que significa e o que é?

período neonatal

O período neonatal é o intervalo de tempo que se enquadr entre o nascimento do bebê e os 28 dias de vida. Ou seja, os primeiros dias de vida de um bebê. Nesse intervalo de tempo é necessário atenção redobrada à criança. Abaixo saberemos tudo sobre o período neonatal.

Desenvolvimento inicial

Durante as quatro primeiras semanas, a criança adapta-se à brusca mudança das condições de vida. Seu organismo passa por profundas modificações. No período neonatal a criança já chega a apresentar algumas mudança. As semanas seguintes, mais ainda.

A configuração anatômica do recém-nascido é a primeira coisa que chama a atenção: cabeça grande em relação ao corpo, tronco grosso, abdome saliente e arredondado, pernas e braços relativamente curtos.

Braços e Pernas

Os braços e as pernas tendem a manter, em parte, a posição fetal. As mãos permanecem fechadas e os dedos agarram qualquer objeto. As pernas, ligeiramente arqueadas, não oferecem nenhuma resistência quando se tenta girá-las para fora.

Aos poucos a criança vai assumindo as características anatômicas típicas da vida extra-uterina. A cabeça toma uma forma regular e desaparecem as tumefações que muitas vezes resultam do trabalho de parto. Mãos, braços e pernas abandonam, lentamente, a tendência à postura que tinham no útero.

O corpo da criança que acaba de nascer está recoberto por uma substância esbranquiçada, o verniz caseoso.

Pele Sensível

A pele é recoberta por uma fina lanugem protetora, que desaparece durante a primeira semana. A camada de verniz não deve ser removida quando a criança nasce, porque protege a pele e acaba sendo reabsorvida por si mesma.

A cabeça e os cabelos

A cabeça do recém-nascido pode ser calva ou então recoberta por um cabelo muito fino e denso, que mais tarde é substituído pela cabeleira permanente. Os olhos já estão abertos, mas a criança ainda não consegue focalizar as imagens; reage à luz forte e acompanha o movimento de objetos grandes, sem conseguir distingui-los com nitidez.

Os olhos e ouvidos no período neonatal

Os olhos do recém-nascido merecem atenção particular. Ao atravessar os órgãos genitais maternos, o feto pode contrair a conjuntivite blenorrágica e correr o risco de ficar cego, se a mãe tiver a doença. Uma solução (1%) de nitrato de prata, instilada nos olhos do bebê, impede a contaminação.

Uma pequena camada de substância mucosa recobre a membrana do tímpano do recém-nascido. Por isso ele também não ouve ainda. A partir do nascimento, a criança não será mais alimentada através do cordão que a ligava à mãe.

A Boca

Uma das primeiras coisas que a criança faz é sugar – um ato básico para sua alimentação – em grande parte auxiliada pela conformação peculiar da boca. A mandíbula do recém-nascido quase não aparece e os Lábios são grossos. Uma prega mucosa, à margem das gengivas, permite que a criança feche a boca quase hermeticamente em torno do mamilo.

FUNÇÕES FISIOLÓGICAS

Nos primeiros três a quatro dias, o recém-nascido perde cerca de 10% do peso que tinha ao nascer. Esse emagrecimento é normal, pois o recém-nascido quase não se alimenta, nesse período, perdendo líquidos através da pele, da urina e da respiração.

E, além disso, elimina o mecônio, conteúdo intestinal gelatinoso, esverdeado e sem cheiro – rico em água, verniz caseoso, células de epiderme descamada e bile. Ao contrário das fezes, o mecônio é estéril, pois ainda não existem no intestino da criança os germes que aparecerão mais tarde.

O mecônio tem essa composição porque, durante a vida intra-uterina, o feto permanece dentro do líquido amniótico, no qual são lançadas as substâncias eliminadas pelos intestinos e as que se destacam da pele; e o feto ingere diariamente parte desse líquido, que será eliminado no mecônio, após o nascimento. Mas a perda de peso do recém-nascido é logo compensada quando a criança começa a se alimentar regularmente.

A alimentação no período neonatal

Durante a segunda semana de vida, o recém-nascido é capaz de digerir e assimilar cerca de 500 gramas de leite por dia. Em relação ao peso do corpo, isso corresponde a uns 12 litros de leite por dia, para um homem de 70 quilos. A capacidade intestinal do bebê é, assim, muito superior à do adulto. A chave do aparente exagero está no próprio intestino, que conta com grande superfície para absorção das substâncias digeridas e tem a parede muscular muito fina e flexível.

O leite permanece de 2 a 4 horas no estômago e leva cerca de 16 horas para percorrer o intestino, após a digestão. Quando a criança começa a se alimentar com leite, passa a eliminar as chamadas “fezes de transição”, com características entre o mecônio e as fezes produzidas pelo leite materno, verde-amareladas e pastosas.

Durante o período de amamentação com leite materno, o bebê elimina fezes pastosas, amarelo-ouro, que grudam na fralda. O leite artificial produz fezes amarelo-palha, malcheirosas e não aderentes. Quanto às funções renais, o recém-nascido não apresenta grande diferença em relação ao adulto. Apenas tem atividade mais reduzida. Desde o primeiro dia, elimina urina, em pequena quantidade.

Rapidamente a proporção sobe até 200-300 centímetros. Por vezes a fralda molhada apresenta uma cor rosada, em vez de amarela. Isso se deve à concentração de ácido úrico no sangue do recém-nascido, durante a primeira semana de vida.

O ácido úrico é rapidamente eliminado pelos rins e são seus cristais cor-de-rosa, de tamanho microscópico, que mancham as fraldas. Muitas vezes, o recém-nascido deixa de urinar, logo ao nascer, durante até 36 horas – o que não é motivo para alarma. A circulação do sangue do recém-nascido ainda não é perfeita e às vezes as mãos e os pés estão mais frios que o resto do corpo.

Coração

Mas o coração no período neonatal trabalha depressa: até 140 pulsações por minuto (o homem adulto tem em média 80 pulsações por minuto); quando a criança chora, ou se movimenta, seu coração pode chegar até 180 pulsações por minuto.

A massa de sangue que é colocada em circulação por esse trabalho corresponde a cerca de 10% do peso do corpo – aproximadamente 95 centímetros cúbicos por quilo. Os vasos sangüíneos, em particular os menores (capilares), são mais resistentes que os dos adultos. Como a circulação não está ainda perfeitamente regularizada, a pele do bebê é muito sensível à temperatura ambiente.

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