Placenta Acreta: Acretismo Placentário – Causas, Cura e Tratamento

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Você já ouviu falar sobre Placenta Acreta (Acretismo Placentário)? Esse acontecimento consiste quando a placenta se fixa profundamente na parede uterina, de forma anormal. Saiba mais nesse artigo.

Como acontece

Normalmente, após a expulsão do feto, inicia-se a terceira fase cento cresce em superfície e chega até mesmo a obstruir o orifício do parto, a dequitação, ou seja, a eliminação da placenta. No endo colo do útero; ou da acreta, que cresce anormalmente em portanto, algumas vezes essa estrutura fica retida no interior do útero, fundidade, o que facilitará sua retenção. total ou parcialmente.

Essa complicação do parto é verificado quando, transcorridas 1 ou 2 horas após o nascimento, a placenta ainda não se exteriorizou. Mesmo quando, após o nascimento da criança, a placenta foi eliminada normalmente, esta é examinada com cuidado.

Inspeciona-se rigorosamente a placenta, começando da face materna, bordas e membranas, pois há a possibilidade de não ter ocorrido a eliminação completa, falha que é descoberta ao se encontrarem vasos sanguíneos rompidos. No caso de dúvida quanto à integridade da placenta, recorre-se ao chamado toque intra-uterino, isto é, a exploração manual da cavidade uterina. Essa manobra permite a localização de porções, eventualmente retidas, mediante seu relevo e sua consistência esponjosa.

Fixação: Placenta Acreta

Uma das causas mais freqüentes da retenção da placenta é a contração anormal do útero durante o trabalho de parto. Pode ocorrer a inércia uterina com hipotonia, isto é, menor contração das fibras musculares, ou hipertonia, que consiste em violentos espasmos da musculatura.

Em outros casos, a placenta fixa-se mais firmemente à parede uterina, dificultando o desprendimento espontâneo. São as placentas aderentes (acretas), que constituem uma complicação, em cerca de 1% dos partos, caracterizada por uma união mais íntima da placenta à parede uterina. A aderência da placenta ao útero pode ser superficial, profunda e, às vezes, pode penetrar até mesmo pela musculatura uterina, chegando a atingir a camada de peritônio que reveste a superfície externa do órgão.

De maneira geral, esse fenômeno pode ser provocado por causas ovulares ou maternas. Uma das causas ovulares mais importantes é a maior capacidade invasora do trofoblasto – tecido invasor básico na formação da placenta -, talvez como resultado de uma maior necessidade nutritiva do feto. Assim, a placenta penetra mais profundamente.

 

NUTRIÇÃO INSUFICIENTE

As causas maternas mais freqüentes são caracterizadas por falta de condições adequadas da mucosa uterina. Como o óvulo fecundado encontra dificuldades maiores para sua nutrição, a placenta é forçada a penetrar mais profundamente. As endometrites, ou seja, a inflamação difusa do endométrio, os tumores benignos do miométrio, localizados sob a mucosa (endométrio), gestações muito repetidas e talvez até mesmo alterações hormonais podem dificultara fase preparatória, diminuindo as reservas nutritivas celulares destinadas à alimentação do embrião.

 

IMPERÍCIA MÉDICA

Existe ainda outra causa de retenção da placenta: a manobra intempestiva e afoita da parteira ou do médico que, no afã de extrair a placenta antes que esta se tenha desprendido completamente, provoca a ruptura do cordão umbilical e a conseqüente retenção de restos placentários. Tal precipitação pode vir a ter efeitos graves.

Os sintomas variam de caso para caso e nem sempre dependem do volume de placenta retido. Assim, verificam-se pequenas perdas sanguíneas resultantes de grandes porções de placenta retidas ou, por outro lado, hemorragias intensas que acompanham a retenção de pequenas partes de placenta. Neste último caso, a hemorragia pode resultar também da inércia uterina, que impede a ação das pinças vivas de Pinard (as fibras do miométrio, ao se contraírem,fecham os vasos abertos da superfície interna do útero).

FEBRES DO PUERPÉRIO

Quanto mais tardia fora extração dos restos placentários, pior será o prognóstico das retenções. Isso porque os fragmentos retidos criam meio favorável à proliferação de germes que podem determinar as temíveis infecções puerperais. Outro fator desfavorável é a hemorragia persistente, que pode determinar anemia; isso, por sua vez, diminui a resistência do organismo e favorece a instalação de processos infecciosos. Essas duas complicações provocavam grande taxa de mortalidade entre as parturientes até o advento dos antibióticos. Eram as temíveis ‘febres puerperais “ou “recaídas.

Cura da Placenta Acreta: Acretismo Placentário

De modo geral, o médico aguarda a eliminação espontânea da placenta. Observa principalmente o volume das perdas sanguíneas. Quando estas são pequenas, aguarda a eliminação espontânea ou obtém a expulsão por meio de manobras não cruentas, pois o perigo é pequeno.

Já quando a perda sanguínea é maior, a conduta é ativa. O obstetra pode tomar duas atitudes: uma delas é a ativação das contrações uterinas, para acelerar o desprendimento da placenta; a outra é provocar manualmente o esvaziamento do útero. Para ativar as contrações uterinas o obstetra pode lançar mão de substâncias especiais, os ocitócicos, que vão determinar contração mais enérgica e eficiente.

Essa contração pode desprender e libertar os restos da placenta, anulando o estado de inércia uterina, também causa da hemorragia. Outra forma de ativação das contrações é a massagem. Essa manobra também faz diminuir a hemorragia pela contração maior da musculatura. Se ambos os métodos fracassarem, procede-se então ao esvaziamento do útero por meio da manobra de Credé, ou seja, a pressão enérgica do fundo do útero, porém sem violência, para impedir a inversão uterina, o que pode levar a parturiente a um estado de choque neurogênico e hemorrágico. Se, mesmo assim, não se consegue a expulsão dos restos da placenta, indica-se a extração manual, isto é, pela introdução da mão na cavidade uterina.

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