Puerpério – O que é e Características

Logo após o momento mágico do nascimento do bebê, é preciso diversos cuidados com a mais nova mamãe. O corpo da mulher passa por diversas transformações como emocionais e físicas até retornar ao seu corpo antes da gravidez. Para saber sobre o puerpério, acompanhe nosso post!

Puerpério

O que é o Puerpério?

O período que se estende desde a terminação da delivrança até que os órgãos genitais voltem a seu estado normal, recebe o nome de puerpério. Dura aproximadamente umas seis semanas.

Sua terminação coincide amiúde com o reaparecimento da menstruação, que pode ocor­rer entre os 40 e os 50 dias depois do parto. Aproximadamente na me­tade das mulheres que amamentam a menstruação não reaparece se­não depois de cessar a lactação.

O órgão que maior modificação sofre durante o puerpério é o útero, que, do peso aproximado de um quilo que tem ao terminar o parto, re­duz-se ao peso aproximado de 50 gramas. Pelos órgãos genitais sai uma secreção que recebe o nome de lóquios.

Lóquios

Os lóquios são semelhan­tes a sangue nos primeiros dias, tornando-se mais líquidos no terceiro dia, quando tomam o aspecto de soro de sangue. Persiste este aspecto até ao oitavo ou décimo dia, em que os lóquios assumem cor esbran­quiçada-amarelenta.

As vezes aos dez ou onze dias torna a aparecer um pouco de sangue, que pode repetir-se ao 21º dia, aproximadamen­te. Ocasionalmente apresentam odor fétido, acerca do qual é prudente advertir a pessoa que atendeu o parto. A diminuição do tamanho do útero processa-se mais rapidamente na mulher que amamenta, pois nes­ta são mais acentuadas as contrações do útero, pelo estimulo que sobre essas contrações produz a sucção da criança.

Às vezes estas contrações são excessivamente dolorosas, em cujo caso, a pessoa que atendeu o par­to prescreverá algum medicamento. As vezes consegue-se acentuado alí­vio se se aplicam fomentos quentes sobre o baixo ventre. O médico ou a parteira que atendeu o parto prescreve certos movimentos ou ginástica para facilitar a circulação ou fortalecer os músculos do ab­dome e o períneo que têm tendência a ficar flácidos.

Características do Puerpério 

Temperatura

A temperatura tomada na axila não deve geralmente passar de 37°. Cabe, entretanto, ressaltar que em numero­sos casos há aumento da temperatura nas primeiras 24 horas, devido provavelmente à mesma causa que produz o aumento de temperatura que se segue a uma fratura ou outro traumatismo, isto é, à reabsorção de sangue ou outros líquidos.

Também pode observar-se ao terceiro dia do parto aumento da temperatura devido à muito pronunciada conges­tão das glândulas mamárias, ao que se chama subida do leite. Outras vezes uma inflamação das glândulas mamárias é a causante da elevação de temperatura.

Além disso, a temperatura pode elevar-se por outra causa capaz de provocar febre fora do puerpério: estado gripal, amigda­lite, etc. Outras vezes, como se explica um pouco adiante, deve-se a uma infecção puerperal.

Pulso

Do terceiro ao décimo dias, depois do parto, observa-se, às vezes, que o pulso é lento – cerca de 60 pulsações por minuto. Se há anormalidade na temperatura ou no pulso da puérpera, deve ela ser examinada por pessoa competente.

Funcionamento da Bexiga

Em alguns casos torna-se difícil para a puérpera esvaziar a bexiga. Às vezes basta, para fazê-la urinar, aplicar calor à bexiga em forma de compressas quentes, ou colocar sobre a mesma uma bolsa de água quente.

Noutros casos se obtém êxito colocando água quente no recipiente em que a paciente Vai urinar. Geralmente, deixando a paciente só enquanto busca urinar é suficiente. Se é indispensável, poderá deixar-se a paciente sentar na cama, se julga que assim poderá urinar. Em alguns casos a puérpera pode esvaziar a bexiga se se lhe aplica um clister.

Quando isto não surtir efeito, a pessoa que atendeu o parto pode achar necessário prescrever um medicamento ou, em último caso, pra­ticar um cateterismo ou sondagem vesical, com as devidas precauções.

Funcionamento Intestinal

Observa-se também com frequência uma tendência para a constipação (prisão de ventre) du­rante o tempo em que a paciente guarda o leito. Se isto acontecer, e a alimentação não bastar para corrigi-la, pode ser necessário recorrer a um clister no espaço de 48 horas. Há tendência para a supressão dos purgativos no puerpério, dando-se preferentemente, se for indispensável, um laxante suave.



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