Tudo Sobre Aborto – Complicações, Causas, Dicas, Fases e Perigo

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Provocado ou espontâneo, o aborto pode ter consequências graves: hemorragia intensa, infecções ou retenção do feto morto no útero.

 

TUDO SOBRE ABORTO

CAUSAS

Dividem-se as causas de abono espontâneo em dois grupos fundamentais: causas ovulares, isto é, inerentes ao ovo (denominação genérica do produto da concepção, no início da gravidez), e causas maternas locais ou gerais. Ambas as formos são igualmente frequentes.

Nas causas ovulares, o abono é produzido por degeneração e morte do embrião e do trofoblasto (placenta primitiva que une o ovo à parede uterina e que supre a alimentação necessária ao embrião). As causas maternas são aquelas em que o organismo da mãe impede a nutrição e o desenvolvimento do ovo, determinando sua expulsão.

Acredita-se que os abonos por alterações ovulares resultam da ação de um mecanismo genético de autodefesa, encontrado em todas as espécies. As alterações degenerativos dos embriões são determinadas fundamentalmente pela falta de desenvolvimento da rede vascular que estabelece a ligação entre o embrião e o organismo da gestante.

Como consequência, o ser em gestação é expulso como um corpo estranho, antes ou depois de sua degeneração e morte. O outro dado que apóia a teoria genética é que os abonos espontâneos são esporádicos, não se repetem comumente na mesma mulher.

O índice de fertilidade de gestantes com abonos desse tipo é igual ao das mulheres normais. Do mesmo modo, os maridos daquelas gestantes não apresentam quaisquer alterações.

Já as causas maternas ou ambientais, também denominadas extra-ovulares, dividem-se basicamente em alterações do aparelho genital feminino, afecções gerais que acometem a mãe e alterações endócrinos (hormonais).

Uma alteração aparentemente responsável por numerosos casos de abonos repetidos é a deficiência de desenvolvimento do corpo lúteo, ou corpo amarelo gravídico (estrutura do ovário responsável pela secreção de hormônios, no início da gravidez).

Outra alteração é causado pela inflamação do endométrio (mucosa que forra o útero), como a endometrite tuberculosa, que determina más condições de nutrição para o ovo. Essa condição desencadeia a morte do concepto (denominação genérica do fruto do concepção) e, consequentemente, o abono.

As afecções gerais da mãe são as doenças que comprometem seu organismo, como câncer, cirrose hepática e tuberculose. Também moléstias como a sífilis e a toxoplasmose podem conduzir ao abono, pois seus agentes atuam diretamente sobre o feto.

Por outro lado, as intoxicações determinadas por substâncias como o mercúrio, o chumbo, o fósforo e outras levam a abortos tardios ou a panos prematuros.

Finalmente, entre as causas endócrinas (hormonais) de aborto, têm grande importância o diabete e o hipenireoidismo, isto é, a atividade extraordinária da glândula tireoide. As mulheres hipertireoideanas têm maior tendência à esterilidade e ao abono.

ABORTOS EVITÁVEIS

Os abonos espontâneos, ou seja, resultantes de um processo natural, podem ser inicialmente classificados de acordo com sua evolução. Assim, dividem-se em duas categorias: aborto em evolução e abono consumado.

Nos casos de aborto em evolução, observa-se em primeiro lugar um aumento do tônus uterino, isto é, maior rigidez das fibras musculares do útero. Essa condição leva ao desprendimento progressivo do ovo, determinando hemorragias leves que irão caracterizar a primeira fase da abono em evolução, a chamada ameaça de aborto.

Nessa etapa, o abono ainda poderá ser evitado. Os abortos evitáveis são relativamente freqüentes. com repouso e medicação, muitas vezes a gravidez prossegue normalmente.

Os recém-nascidos, nesses casos, não apresentam problemas de malformação, pois o ovo continua intacto durante a gestação; assim, o embrião não é afetado pelas hemorragias. A partir da ameaça de aborto, o processo de desprendimento do ovo poderá prosseguir, ameaçando a vida do concepto.

As hemorragias aumentam de intensidade e ocorre uma dilatação inicial do colo uterino, por onde a pane inferior do ovo começa a insinuar-se. Essa fase é denominada aborto iminente, na qual existem poucas possibilidades de o tratamento surtir algum efeito.

Com a evolução do processo abortivo, o concepto será expulso do útero: é o aborto consumado. Tanto poderá ocorrer a ruptura prévia da bolsa amniótica, acompanhada da saída do concepto, como a expulsão do ovo inteiro.

Quando restos das membranas ovulares ou da placenta permanecem no interior do útero, o aborto é considerado incompleto. Já quando o ovo é expulso inteiro, o caso é de aborto completo.

O TEMPO DO ABORTO

Conforme a fase da gestação, o aborto pode apresentar diversas formas de evolução. Nos primeiros meses ocorre o aborto precoce, pois a placenta ainda não está completamente formada e o córion (membrana externa que envolve o feto) apresenta-se totalmente aderido à decídua (porção superficial da mucosa uterina).

Devida a esse fato, as contrações abortivos determinam hemorragias contínuas ou ocasionais, de volume variável e que persistem durante todo o processo. Muitos abortos espontâneos precoces passam despercebidos porque são encarados como menstruação atrasada.

Em fases mais avançadas, com placenta já formada, as membranas não estão aderidas firmemente e, portanto, podem descolar-se sem provocar hemorragias.

Com o descolamento, toda a bolsa (com o feto em seu interior) insinua-se no colo do útero, produzindo sua dilatação. A pressão determina ruptura da bolsa e posterior expulsão do feto e da placenta, empurrados pelas contrações do útero.

AS FASES DO PERIGO

Durante a evolução do aborto, os sintomas apresentados pela paciente permitem identificar a fase em que se encontra o processo abortivo. Nos casos de ameaça de aborto, a mulher geralmente afirma ter sofrido diversas perdas de sangue de pequena intensidade, após um período considerável de amenorreia (falta de menstruação).

Na maior parte das vezes, as hemorragias são precedidas por sensação de mal-estar e também por cólicas no baixo ventre. Por meio do exame ginecológico, o médico verifica que o útero da paciente se encontra amolecido e apresenta volume maior do que o normal, manifestando todos os sinais de gravidez.

Verifica também que o útero se mostra facilmente irritável, enrijecendo-se quando é tocado. Quando as contrações uterinas ficam mais enérgicas e as hemorragias se tornam mais intensas e freqüentes, trata-se de aborto iminente. A paciente se queixa de dores intensas, perdas de sangue e mal-estar.

Um dado que confirma o diagnóstico é a dilatação cervical (dilatação do colo do útero). Por outro lado, muitas mulheres abonam quase sem queixas ou perdas de sangue, ao passo que outras, que acusam moi-estar, dores e perdas irregulares de sangue, chegam satisfatoriamente ao término da gravidez.

O abono consumado é completo quando o ovo for expulso por inteiro. Porém, se membranas ou restos placentários permanecerem na cavidade uterina, configura-se o aborto consumado incompleto. Em ambas as formas surgem hemorragias e cólicas fortes.

No abono incompleto, as dores cessam mas a hemorragia prossegue, pois a presença de restos ovulares no útero impede a retração das fibras uterinas; assim, o útero continua aumentando de volume. Esse sinal indica que o feto não foi expulso e que o útero se retraiu parcialmente.

Além disso, nota-se que está amolecido, sangrento e com o colo dilatado. De maneira geral, nem sempre é fácil precisar se o caso é de aborto incompleto ou de aborto iminente. Contudo, o diagnóstico exato tem grande importância do ponto de vista médico-legal.

O médico procede com cautela, procurando avaliar se o abono está consumado ou não. Isso porque muitas vezes a paciente afirma ter eliminado o feto e, quando o médico procede ao esvaziamento uterino, encontra o concepto. Nessa eventualidade, o médico torna-se cúmplice involuntário da interrupção provocada da gravidez.

E por esse motivo que muitos médicos adotam o tratamento conservador, enquanto observam se a gestação progride ou se, ao contrário, com a evolução do processo configura-se claramente um abono consumado, mas incompleto. Neste último caso, o médico recorre à técnica cirúrgica do esvaziamento uterino.

COMPLICAÇÕES

De maneira geral, são raras as complicações dos abortos espontâneos. Já os abortos provocados apresentam elevada incidência de complicações. Isso porque os diversos recursos empregados para induzir ao aborto voluntário, sem a necessária assistência médica, envolvem graves riscos.

Os métodos mais usados são a ingestão de substâncias tóxicas, como quinino, ergosínicos (drogas que contraem o útero), mercuriais e remédios caseiros; a introdução de sondas, velas, estiletes metálicos ou de madeira no útero, e a aplicação local de substâncias irritantes como iodo, permanganato de potássio ou das chamadas pastas uterinas que, ao entrar em contato com as veias dilatadas do endométrio, contaminam o sangue circulante, podendo determinar um estado de choque, bloqueio da produção de urina e, às vezes, até a morte.

Se a pasta uterina chegar a atingir as trompas de Falópio, poderá produzir inflamação da cavidade pélvica e do peritônio, também com graves consequências.

As principais complicações são as hemorragias, as infecções e a retenção, no interior do útero, do concepto morto. Além disso, podem ocorrer lesões, resultantes dos métodos para provocar o aborto.

Fonte:

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Imagem: tuasaude.com

 



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