Fenobarbital (Gardenal) – Para que serve? Contra-indicação e Efeitos – Bula

Embora poucas pessoas tenham ouvido falar sobre o Fenobarbital (Gardenal), esse remédio é extremamente importante para a saúde da população. Para saber mais detalhes sobre ele, fique de olho no nosso post.

Fenobarbital (Gardenal) – O que é?

Também chamado de Fenobarbitona e popularmente conhecido como Gardenal, esse medicamento pertence à classe dos barbitúricos (derivados do ácido barbitúrico), tendo sido desenvolvido pelo famoso químico alemão Adolf Von Baeyer.

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Indicação: Para que serve o remédio Fenobarbital?

O Fenobarbital (Gardenal) atua no sistema nervoso central, sendo indicado para prevenir e tratar crises convulsivas ou epilépticas.

Contra-indicações do Gardenal

Embora esse medicamento seja extremamente necessário para o tratamento de convulsões e epilepsia, ele não é recomendado nas seguintes situações:

  • Pessoas que apresentam porfiria (distúrbio que interfere na síntese da hemoglobina no sangue);
  • Pessoas que sofrem de insuficiência respiratória;
  • Indivíduos que sofrem de quadros de insuficiência nos rins ou no fígado;
  • Pessoas alérgicas a qualquer um dos componentes contidos na fórmula desse medicamento;
  • Gestantes e lactantes somente poderão fazer uso desse medicamento desde que seja extremamente necessário e com acompanhamento constante do médico.

O médico deve ser informado quanto ao uso de outros tipos de remédios (contínuos ou não) antes de iniciar o tratamento com Fenobarbital (Gardenal), principalmente no que se refere a:

  • Anticoncepcionais hormonais (pois pode ocorrer diminuição da eficácia contraceptiva);
  • Anticoagulantes;
  • Medicamentos sedativos;
  • Digitoxina;
  • Disopiramida teofilina;
  • Hormônios para tireoide, entre outros.

Atenção: durante o tratamento com esse medicamento não é possível dirigir veículos ou operar máquinas.

É terminantemente proibido ingerir álcool enquanto estiver fazendo o tratamento com esse medicamento.

Inclusive, de modo geral, pessoas que sofrem de crises convulsivas ou epilepsia jamais poderão fazer uso de álcool, o que poderia agravar muito a doença.

Efeitos colaterais possivelmente apresentados

  • Sono excessivo;
  • Dificuldades para falar;
  • Problemas relacionados à coordenação motora e/ou equilíbrio;
  • Dor de cabeça;
  • Tontura;
  • Dores nas articulações;
  • Reações alérgicas na pele;
  • Anemia;
  • Variações de humor.

É necessário ter acompanhamento médico?

Com toda certeza. Pessoas que sofrem de crises convulsivas e epilepsia necessitam de acompanhamento médico regular e sobretudo em casos de emergência.

Somente o médico poderá prescrever o melhor tratamento de acordo com cada caso mediante realização de vários exames, entre eles de sangue, urina, tomografias etc.

Caberá somente ao médico prescrever qual remédio tomar e a dosagem ideal, já que é terminantemente proibido se automedicar.

De forma geral, os médicos que cuidam de problemas dessa natureza são os neurologistas.

É necessário acompanhamento psicológico?

É recomendável. Embora as convulsões e ataques epilépticos não tenham causas necessariamente emocionais, é interessante que o paciente faça um acompanhamento psicológico em virtude dos efeitos que esse problema provoca no convívio social, já que a pessoa se sente insegura nas suas atividades diárias.

O psicólogo poderá ajudar o paciente a lidar melhor com a situação, mantendo dentro do possível a rotina diária e a qualidade de vida.

Cuidados especiais por quem sofre de convulsões

É fundamental que as pessoas que sofrem de convulsões ou ataques epiléticos adotem alguns cuidados básicos, que são:

  • Manter familiares, amigos, colegas de trabalho e pessoas próximas informadas quanto a essas crises para que elas possam auxiliar de forma adequada numa possível emergência;
  • Manter sempre acessível na carteira ou bolsa, telefones de contato de familiares, amigos ou do médico responsável pelo tratamento para que as pessoas liguem em caso de emergência.

Também é necessário passar orientações básicas para as pessoas de como elas deverão lidar no caso de socorrer uma vítima de convulsão. Essas orientações são:

  • Manter a calma e evitar aglomeração de pessoas no local em que a pessoa a ser socorrida se encontra;
  • Evitar que a pessoa a ser socorrida caia no chão de forma brusca (evitando principalmente que ela bata a cabeça no chão, na parede ou em móveis);
  • Deixar o indivíduo totalmente afastado de móveis e objetos;
  • Acomodar a cabeça da pessoa em um local macio (evitando pancadas na cabeça);
  • Posicionar o indivíduo de lado (caso ocorra excesso de salivação ou vômito, eles escorrerão para fora da boca), evitando que a pessoa socorrida engasgue;
  • Afrouxar blusas, gravatas, golas de camisa etc., permitindo que a pessoa respire melhor;
  • A vítima da crise convulsiva deverá estar acompanhada o tempo todo até que ela retome a consciência ou seja socorrida por profissionais da área médica;
  • Caso a pessoa retome a consciência em até 5 minutos após o início da crise, explicar com calma o que houve e buscar tranquilizá-la.

Não deve-se fazer…

As pessoas próximas do convívio com o paciente que sofre de convulsão ou crise epiléptica também deverão saber o que NÃO deve ser feito:

  • Impedir os movimentos da pessoa a ser socorrida;
  • Colocar a mão dentro da boca da pessoa que está tendo convulsão (inconscientemente a pessoa poderá morder);
  • Jogar água no rosto;
  • Deixar a cabeça sem um apoio macio;
  • Tentar conversar no momento da crise.

A depender do quadro clínico, recomenda-se que as pessoas que sofrem dessas crises convulsivas nunca saiam sozinhas, sendo necessário estar na companhia de algum familiar, amigo, colega de trabalho etc. Ou seja, pessoas que possam socorrê-la numa emergência.

Cuidados especiais

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Para cuidar da saúde e ter mais qualidade de vida, é indispensável que as pessoas que sofrem com convulsão ou epilepsia tentem não se isolar, buscando o convívio social e mantendo uma rotina de atividades que favoreçam o bem-estar.

Desde que autorizado pelo médico e na companhia de alguém, recomenda-se fazer uma atividade física leve, fazendo com que o corpo se mantenha em constante movimento.

Também é interessante ter uma atividade prazerosa que proporcione bem-estar mental. Essas atividades podem ser realizadas em casa ou em locais seguros (e na companhia de alguém), tais como: cuidar do jardim ou de uma horta, ler, desenhar, fotografar, brincar com o animal de estimação, assistir filmes etc. O importante é que seja uma atividade agradável e que não ofereça riscos.

Com o uso do remédio Fenobarbital e seguindo essas recomendações, é possível que as pessoas que sofrem de convulsões tenham maior qualidade de vida em diversos aspectos, lembrando sempre de contar com acompanhamento médico frequente.

Bula do Fenobarbital 

Clique aqui para fazer download da bula do Fenobarbital.

Valor – Preço Médio

O preço médio do remédio Fenobarbital varia de R$ 3,50 à R$ 8,50.



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