Hipertensão é Hereditária? Qual a relação com a insuficiência renal

Estudos recentes confirmaram que a redução do afluxo sanguíneo aos rins leva, invariavelmente, à hipertensão arterial.

Em nenhum outro caso as dificuldades em conhecer os mecanismos de instalação da hipertensão são tão grandes como na forma mais freqüente de hipertensão secundária: a hipertensão arterial de causa renal. Várias doenças do rim foram identificadas como causa da hipertensão, sem que se saibam, exatamente, quais os mecanismos que interferem no processo.

O mesmo ocorre com a hipertensão essencial (diagnosticada por exclusão). Várias hipóteses foram propostas, nos últimos anos, para explicar o aparecimento dessa forma de hipertensão, sem que nenhuma delas fosse satisfatória.

Diagnóstico

Para se diagnosticar uma hipertensão arterial como de origem renal é necessário,fundamentalmente, avaliar o estado e o grau de funcionalidade dos rins.

Sintomas da hipertensão arterial

Algumas vezes, manifestações clínicas muito evidentes servem como uma primeira indicação. É o caso de ocorrência de edemas em hipertensos, que podem servir como elementos indicativos da origem renal da hipertensão.

Outros sintomas podem sugerir a participação renal no aparecimento da hipertensão: a dificuldade ou dor ao urinar e a presença de sangue na urina. Dados mais precisos são obtidos através de exames de laboratório e exames radiológicos.

Exame de Urina

O mais simples dos exames de laboratório é o exame rotineiro de urina, que consiste na verificação da sua densidade e aspecto, da eventual presença de açúcar e proteínas, e no exame do sedimento (‘depósito “da urina) ao microscópio.

Com o exame ao microscópio é possível constatar a presença de glóbulos brancos e vermelhos, bactérias, cristais (oxalato de cálcio, fosfatos etc.) e cilindros (formações especiais, verdadeiros moldes constituídos por proteínas, restos celulares e outras substâncias formadas nos túbulos renais e que são eliminadas juntamente com a urina).

Quando se encontra algum desses elementos na urina, tem-se a indicação de uma possível alteração renal.

Algumas vezes é necessário um exame complementar, mais preciso. Realiza-se então uma rigorosa contagem dos elementos que constituem o sedimento urinário. Essa contagem é feita em lâminas especiais, semelhantes às que se usam para a contagem de glóbulos do sangue.

Exame radiológico: urografia excretora

Um exame radiológico, de grande utilidade para o diagnóstico, é a urografia excretora. Após a injeção na corrente sanguínea de uma substância opaca aos raios x, é frita uma série de radiografias. Estas permitem o estudo dos rins e das vias urinárias e a verificação de alterações de forma, volume e posição.

Ao mesmo tempo, possibilitam uma avaliação da função dos rins pelo tempo gasto pelo contraste para ser totalmente eliminado.

Biópsia renal

Uma técnica de detecção mais sofisticada é a biópsia renal; esse método consiste na retirada de um fragmento do tecido renal para o exame microscópico. A retirada desse fragmento é executada com uma agulha especial, semelhante à usada nas biópsias do figado e do baço.

 

Uma Descoberta Fundamental…

Por meio das-experiências de Goldblati, pesquisador americano, ficou demonstrada concretamente a participação do rim como agente primário no aparecimento de hipertensão. Trabalhando com cães, procurou averiguar as consequências da interrupção experimental do fluxo sanguíneo que alimenta o rim. Procedeu à interrupção cirúrgica da artéria renal para conseguir o bloqueio circulatório; o resultado foi o aparecimento de hipertensão arterial.

Nessas condições verifica-se que a diminuição de irrigação sanguínea do rim (isquemia renal) acelera a secreção de uma substância especial, a refina. A presença de grandes quantidades de renina na circulação sanguínea estaria relacionada com o aparecimento da hipertensão.

Trabalhos posteriores demonstraram que o processo é mais complexo: a renina liberada pelo rim com deficiência circulatória transforma uma substância produzida pelo figado, o angiotensinogênio em angiotensina 1, que, uma vez modificada por uma enzima específica, se transforma em angiotensina II, substância de forte ação vasoconstritora, responsável pela constrição das artérias e consequente hipertensão.

O chamado sistema renina-angiotensina explicaria, portanto, o aparecimento de hipertensão nos casos de alterações da artéria renal, em que se verifica uma diminuição do suprimento de sangue recebido pelo rim.

Entre as alterações da artéria renal no homem encontram-se processos congênitos e adquiridos. As dilatações (aneurismas) localizadas e o estreitamento circunscrito da artéria (estenose da artéria renal) são geralmente congênitos, mas podem acontecer também em casos de arteriosclerose, processo de alteração das paredes arteriais.

Em consequência, ocorre uma diminuição do fluxo sanguíneo. Outras alterações semelhantes são as oclusões dessa mesma artéria provocadas por trombose (formação de um coágulo local) ou embolia (desprendimento de fragmentos de um trombo que obstruem a artéria renal).

Outros Casos

A comprovação de que a isquemia renal funciona como fator determinante de hipertensão não foi suficiente para explicar vários outros casos de alterações renais acompanhadas de aumento depressão.

Existem doenças renais em que não é possível distinguir nenhuma alteração circulatória. A pielonefrite (pielo, pelve; nefron, rim; ite, inflamação), por exemplo, é uma afecção causada por bactérias que determina lesões difusas do rim.

Também experiências realizadas com animais, nos quais o rim foi envolvido por celofane sem prejudicar a entrada de sangue no órgão, determinaram hipertensão. Em ambos os casos ocorre, provavelmente, alteração circulatória intra-renal. Essa alteração circulatória seria a responsável pela hipertensão.

 



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