Neuralgia do Trigêmeo (nevralgia) – Tratamento e Cura

Neuralgia do Trigêmeo (nevralgia do Trigêmeo) é a alteração dos nervos periféricos caracterizada por dor descontínua, em paroxismos (em ondas), sem que haja comprometimento evidente dos nervos afetados. A nevralgia do trigêmeo manifesta-se por intensas crises dolorosas que se restringem a uma ou mais zonas supridas pelo nervo, sem jamais ultrapassá-las. A dor é súbita, violenta, lancinante, acompanhada ou não de tiques faciais, destinados a diminuir a sensação de dor. Por isso, a doença também é denominada “tique doloroso da face

No início, as crises da Neuralgia do Trigêmeo duram muito pouco (um a dois segundos). Os intervalos entre elas podem durar semanas, meses ou anos. Nesse período, o doente não apresenta qualquer sintoma. Com o tempo, as crises tendem a se tornar frequentes e, às vezes, praticamente contínuas. Excepcionalmente, a nevralgia acomete ambas as metades da face. O lado direito é, em geral, mais atingido na proporção de oito para cinco. E o ramo mais afetado é o maxilar.

A Neuralgia do Trigêmeo (nevralgia do Trigêmeo) é mais comum nos homens, sobretudo entre os 40 e 60 anos de idade.

Neuralgia-do-trigemeo

O Trigêmeo

O trigêmeo é o quinto dos doze pares de nervos cranianos. O nome decorre de sua divisão em três ramos distintos, encarregados da inervação de setores bem delimitados da cabeça. O ramo chamado oftálmico inerva a testa, parte do nariz e as órbitas (inclusive os globos oculares), entre outras estruturas. O ramo maxilar distribui-se principalmente pela arcada dentária superior, bochechas, gengiva e lábio superior.

O ramo dito mandibular encarrega-se da maior parte da inervação da mandíbula, mucosa da língua e assoalho da boca. Os nervos oftálmico e maxilar são essencialmente sensitivos, enquanto o mandibular é misto, isto é, possui fibras sensitivas e motoras. As últimas determinam os movimentos dos músculos mastigadores.

 

Tratamento da Neuralgia do Trigêmeo (nevralgia do Trigêmeo) 

O tratamento eficaz da Neuralgia do Trigêmeo é dificultado pelo pouco conhecimento que se tem de suas causas, embora a afecção seja conhecida desde a Antiguidade. Desse modo, apesar de o diagnóstico ser facilmente estabelecido pela simples descrição, pelo doente, das características da dor, o tratamento consegue, no máximo, amenizar ou suprimir a crise, sem evitar que se repita. Inicia/mente, é indicado o tratamento clínico (administração de analgésicos, vitaminas do grupo E, corticosteroides e, mais modernamente, carbamazepina).

Quando esse tipo de tratamento não apresenta resultado, a única solução é a cirurgia, que implica a secção das fibras nervosas do trigêmeo. Por afetar a sensibilidade da face, esse recurso só é Indicado nos casos graves, em que a enfermidade se instala com dor contínua ou insuportável.

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